Há muitas expressões cujo sentido não é ‘literal’. Os provérbios e os idiomatismos são os casos mais óbvios. ‘A vaca foi pro brejo’ não se aplica nem a vacas nem a brejos, e vale para numerosos eventos: o time perde, o político é cassado, o carro pifa, o aluno é reprovado, o professor se engana etc. ‘Filho de peixe peixinho é’ pode não ter nada a ver com peixes. Talvez se possa dizer, com algum exagero, que o provérbio vale para todos os casos em que filhos têm habilidades semelhantes às dos pais, exceto se se tratar de peixes! É que ninguém enuncia o provérbio quando vê um peixinho nadando ou fazendo bocas, mas o profere a respeito de jogadores, músicos, atores, jornalistas, médicos etc.

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